Depois que eu me vi sozinha, ao lado do meu pai na UTI, ouvindo do médico que ele tinha praticamente 0% de chance de sobreviver, muita coisa mudou em mim.
Em uma das horas mais difíceis da minha vida eu estava ali, parada, sozinha!
Hoje, percebo que isso mudou muita coisa em mim e duvido que isso seja temporário.
Sinto um enorme vazio, como se estivesse flutuando no universo.
As palavras perderam o valor, as pessoas perderam o valor. As ações ganharam poder.
Eu me vi sem parentes, sem amigos, sem ninguém!
Ouvi tudo o que o médico disse. Fui forte! Não chorei, não discuti, não duvidei.
Desabei quando entrei no carro.
Chorei. Muito.
Eu e ele. Meu Ford Ecosport, como o José Victor o chama.
Logo meu irmão ligou e passei o boletim médico.
Sempre gostei de automóveis, agora o meu Ford Ecosport tem ainda mais valor.
Ele me deu abrigo na hora em que eu mais precisei.
1 Pensamentos:
Ô, Lu, você não tem ideia de como eu te entendo. A única diferença é que eu entrei no meu Fiat Uno ("que é velhinho, mas é nosso, né, mamãe?" como a Hana diz) e escutei 'Somewhere over the rainbow' infinitas vezes dirigindo pelo eixão (uma rodovia que corta Brasília) sem rumo.
Sei que é difícil, mas uma hora passa e o que não mata, fortalece.
beijos
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